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De Coltrane a Dom Salvador: Sesc Jazz 25 mistura tradição e experimentação

Evinha / Divulgação
Evinha / Divulgação

Entre 14 de outubro e 2 de novembro, o Sesc Jazz chega à sua 6ª edição espalhado por nove unidades do Sesc São Paulo, reunindo 27 artistas e grupos de diferentes países e estilos. Mais que um festival, é uma maratona de shows, colaborações únicas e momentos que prometem ficar na memória do público.


A grande abertura


O festival começa em grande estilo no Sesc Pompeia, com Baaba Maal, um dos nomes mais importantes da música africana. Cantor, guitarrista e ativista senegalês, ele mistura tradições da África Ocidental com sonoridades eletrônicas modernas. Sua voz já ecoou em filmes como A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese, e nas trilhas de Pantera Negra.


O Brasil em cena


O festival também será palco de encontros históricos da música brasileira:

Dom Salvador e Amaro Freitas dividem o piano em um diálogo entre o samba-jazz de ontem e a ousadia contemporânea.


Evinha e Marcos Valle retomam a parceria iniciada nos anos 1960 em um show que atravessa gerações.


Uma homenagem emocionante a Leny Andrade reúne Indiana Nomma, Rosa Marya Colin e Eliana Pittman.


O grupo Aguidavi do Jêje apresenta seus tambores e tradições afro-brasileiras, enquanto Virgínia Rodrigues revisita Sol Negro, o álbum que a projetou internacionalmente.


Luedji Luna convida Alaíde Costa para cantar músicas de seu novo projeto duplo Um mar pra cada um.


A força da América Latina


Do Haiti vem a sacerdotisa e cantora Moonlight Benjamin, que funde o vodu caribenho com guitarras elétricas. Da Colômbia, dois destaques: Lido Pimienta, que cruza synthpop e ritmos afro-indígenas, e o coletivo De Mar Y Río, guardiões da tradição da marimba. Já os lendários Fruko & La Bonita celebram a salsa e a psicodelia tropical em clima festivo.


Europa e além


O pianista armênio Tigran Hamasyan, um dos mais celebrados da atualidade, mostra sua fusão de jazz, rock progressivo e folclore. Da França, a contrabaixista e cantora Sélène Saint-Aimé mistura ancestralidade caribenha e improvisação. Do Reino Unido, Bryony Jarman-Pinto apresenta sua mistura de jazz, soul e folk.


Tributos e raridades


No palco externo do Sesc Pompeia, com entrada gratuita, alguns encontros especiais prometem lotar a área:


O Trio Mocotó, pioneiro na fusão de samba e soul, revive Força Bruta (Jorge Ben) ao lado de Ellen Oléria.


O projeto Coisas Supremas, com Allan Abbadia, conecta Moacir Santos e John Coltrane em um tributo de tirar o fôlego.


O grupo Aláfia presta homenagem ao Parliament, coletivo que marcou a música negra nos anos 1970.


Além dos shows


Oficinas, masterclasses e bate-papos complementam a programação, aproximando músicos, pesquisadores e o público. É a chance de conhecer bastidores, aprender técnicas e trocar experiências diretamente com os artistas.


A venda on-line de ingressos começa em 2 de outubro:


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